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Fortaleza do Morro de São Paulo

Situação e Ambiência: O forte situa-se acerca de 30 milhas marítimas ao sul da capital,na extremidade norte da I. de Tinharé.O acesso ao Morro de São Paulo é feito por mar,através de embarcações que partem de Valença.Os barcos atracam em um “píer” ligado à rampa do portalò,ingresso Ada fortificação e inicio da escadaria-rampa que conduz à antiga vila.Ao longo da cortina que protege a face noroeste do Morro de São Paulo e seus dois portos- o antigo e o novo- nomina-se o canal de Tinharé e a barra da Baía de Todos os Santos. À noite,avista-se o clarão das luzes de Salvador.No cume do morro existe um farol,construído entre 1850 e 1855,que serve de baliza à entrada do canal (1). As praias cristalinas do Morro de São Paulo atrai um grande numero de turistas com lanchas e iates,ancorados,normalmente,na praia,que é protegida por arrecife.
Descrição: Conjunto relevante interesse arquitetônico,conhecido como fortaleza ou presídio no Morro de São Paulo.o sistema é constituído por uma cortina poligonal com 668 m de extensão,disposta no rumo SW-NE. Ao longo do canal de Tinharé.Na extremidade SW fica o portaló,A entrada ao recinto fortificado. À sua frente existe um edifício abobadado,que servia de corpo de guarda,armazém de armamentos,tulha de farinha e cômodo dos oficiais (2). Cerca de 157m adiante, tendo ao meio uma guarita, encontra-se o forte velho, ou Bateria da Conceição, uma “flecha” com quatro troneiras e uma guarita. Segundo caldas, existiam ali um corpo de guarda de casa do Capitão, já desaparecido (3). A meia encosta-se localizava-se a Bateria de Stº Antonio. Seguindo a cortina,numa extensão de 263 m,onde se encontraram dois grupos de troneiras,chega-se a fortaleza de S. Paulo,ou da ponta. Aí se conserva um quartel com placa de fundação,datada de 1730. A cavaleiro do forte de S.Paulo, no alto do morro,ficava o forte do zimbeiro e,na meia encosta,na direção sul,franqueando a Prainha,o forte de S. Luiz (2.3). No cume,onde hoje existe o farol,ficava a primitiva capela,a casa do capitão,o paiol e um trecho de muralha,tudo destruído.
Dados Tipológicos:
A fortaleza do Morro de São Paulo cumpria suas funções.A primeira era a de proteger o canal de Tinharé,por onde escoava a produção de importantes centro de abastecimento da capital,como as vilas de Cairu, Camamu,Boipeba e a atual Itararé.Estas vilas,durante um século,sustentaram de farinha a guarnição do forte(2).Ali também podia refugiaram-se corsários e barcos inimigos. Suas outras funções era evitar que embarcações inimigas,provenientes do sul,pudesse penetrar na chamada barrada falca da Baía de todos os santos,ganhando canal de Itaparica e evitando,desta forma,o fogo do forte de Santo Antonio,atual farol da barra,em Salvador.Algumas de suas fortificações cumpriam claramente a dupla função de proteger o canal e atirar para o mar aberto,com os fortes de São Paulo e a bateria do zimbeiro,esta última situada a uma altura de cerca de 60m. O forte de São Luiz protegia em particular a prainha,onde era fácil um desembarque inimigo. O conjunto de fortificações não foi edificada de uma só vez,se não em etapas,como esta descrito na cronologia.A fortaleza do Morro de São Paulo constitui o mais extenso sistema defensivo do estado e, provavelmente,do pais.
Histórico Arquitetônico
1630- São iniciadas as obras do forte velho, ou da Conceição, por ordem do Governador Diogo Luís de Oliveira (2,3).
1652- O forte já estava em funcionamento, sendo designado capitão. Em 1664, ganha guarnição ficha (2).
1728/32- O conde de Sabugosa manda construir o novo forte da ponta e cortina ao longo do canal (4).
1739- O vice Rei Andre de Melo e Castro começa a construir um pano de muralha sobre o Morro, para integrar o conjunto das fortificações (2),Obras ainda em andamento em 1759 (3).
1774- Temporal destroem dois trechos da muralha do forte da ponta, que assim permanece ate o final do século (2,3).
1979- O sargento-mor Domingos Álvares Branco Muniz Barreto assinala o estado de ruína das fortificações, com os redutos da Conceição, S. Luiz, Stº Antonio e Zimbeiro quase caídos. Constrói cortina no forte da ponta, recomenda a reedificação do presídio segundo a arte da castrametação e a volta da companhia de artilharia (2).
1823- Lord Cockrane estabelecem ali a base da primeira esquadra nacional, onde saía para fustigar a frota lusa (2).
1859- D. Pedro II visita a fortificação e povoado (5).
Sistema construtivo e matérias: cortinas com embasamento em contarias de arenito, edificações em alvenaria de pedra e cal com arco e abóbadas de tijolo. Cercaduras de portas e janelas em arenito.
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